Pantanal

Paraíso Ecológico

Um bioma único em uma das regiões mais fascinantes do planeta, o Pantanal foi declarado pela Unesco “Reserva da Biosfera” e “Patrimônio Natural da Humanidade”. São 230.000 Km² de vida silvestre, dos quais grande parte está dentro de Mato Grosso, onde nasce e se forma.

Nesta área está o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, criado em 24 de setembro de 1981.

Balé das Águas

O vasto Pantanal Mato-grossense é a maior planície alagável do mundo, formada pela Bacia do Rio Paraguai e pelo regime cíclico das águas. Este fenômeno, repetido há milhões de anos, transformou o Pantanal em um complexo único – a maior superfície úmida do planeta – abrigando uma das maiores reservas ictiológicas da América do Sul. O transbordar das águas se processa entre dezembro e maio, obrigando os animais a buscar as áreas mais elevadas do terreno (cordilheiras).

Em maio cessam as chuvas, mas o nível das águas continua alto, exibindo a força e a beleza de sua vegetação.

Baías e Ninhais

A partir de junho, as águas começam a baixar. É a vazante. As águas vão voltando lentamente para o leito dos rios e muitos peixes ficam presos em lagoas e baías, tornando-se presas fáceis para os pássaros e outros animais. Com esta fartura de alimentação, as aves, em especial, garantem a fonte necessária para manter o ciclo da reprodução. Surgem os ninhais, explosão da vida selvagem. Aves de todos os tamanhos e espécies, centenas, milhares.

O Pantaneiro

Convivendo muito bem com o balé das águas, o homem pantaneiro preserva suas tradições, mantendo-se da pecuária extensiva e mais recentemente do turismo ecológico que tem transformado grandes fazendas em pousadas.

Principais Destinos

Rota dos Peixes

Cuiabá e Várzea Grande – Portão de Entrada

Por via aérea, chega-se ao Aeroporto Marechal Rondon, situado no município de Várzea Grande, unido a Cuiabá, capital do Estado, pelo rio Cuiabá. Por terra, chega-se direto a Cuiabá pelas BRs 364, 163 e 070. A partir daí, para visitação ao Pantanal, temos quatro rotas principais: Rota do Peixe, Rota das Baías, Rota dos Pousos Pantaneiros e Rota do Turismo Rural.

Rota do Peixe – Várzea Grande

História, cultura e gastronomia compõem a Rota do Peixe, nas comunidades ribeirinhas de Bom Sucesso e Passagem da Conceição, distritos de Várzea Grande. Peixarias e engenhos integram o roteiro, onde um dos atrativos é a Casa da Memória, uma réplica das antigas casas de taipas, feita em bambu e barro batido.

Na Rota do Peixe, o turista pode conhecer o modo de vida, além de histórias e lendas da comunidade, contadas por antigos moradores.

Turismo Rural

Rota do Turismo Rural – Cáceres – Vila Bela da Santíssima Trindade (Vale dos rios Paraguai e Guaporé)

Cáceres: a “Princesinha do rio Paraguai”, como é conhecida, está localizada à margem esquerda do rio Paraguai. No século passado, grandes fazendas produziam açúcar, cachaça e carne. Jacobina, Descalvados, Barranco Vermelho, Ressaca e Facão são algumas das que transformaram a cidade, na época, em um grande pólo do comércio internacional. Muitas delas, ainda de pé, desafiam o tempo como testemunho do poderio e esplendor do passado. A casa grande, a senzala, a capela com imagens trazidas da Europa, representam verdadeiros símbolos da pujança econômica do passado em pleno Pantanal.

A principal atividade turística da região é a pesca esportiva. Em setembro acontece o famoso “Festival Internacional de Pesca”, considerado pelo Guinness Book como o maior do gênero em água doce no mundo. Muitos são os barcos de pesca esportiva na região, equipados com motor, piloteiros especializados, iscas, camarotes com ar-condicionado, banheiros, restaurante e modernos equipamentos de comunicação.

As lagoas, como as de Gaíva, Mandioré e Uberaba, são extasiantes. As grutas, na região serrana, escondem em seus interiores muitos mistérios, como a do Barreiro e do Quilombo.

Outro ponto turístico que chama a atenção, principalmente de mergulhadores especializados, é a Lagoa da Água Milagrosa. Até hoje, alcançar seu fundo continua um desafio para os profissionais de mergulho.

A Estação Ecológica da Ilha do Taiamã está a 50 Km rio abaixo da Fazenda Descalvados e possui uma área de 11.200 hectares, criada para a preservação do ecossistema pantaneiro. Cáceres possui boa estrutura de atendimento ao turista com opções de hospedagem em hotéis, hotéis-fazenda e chalanas.

Como chegar:de Cuiabá a Cáceres são 210 Km pela BR 070 (rodovia Cuiabá – Porto Velho), totalmente asfaltada. Cáceres possui aeroporto para aviões de grande porte.

Parque Nacional

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, também conhecido como Caracará, abrange uma área de 138 mil hectares e está localizado em Poconé. Para se chegar até lá, é preciso cruzar toda a Rodovia Transpantaneira até Porto Jofre e, a partir daí, só se chega ao Parque de barco. Por enquanto, só é permitido conhecer o Parque com autorização do IBAMA e acompanhamento de um guia. Não há alojamento disponível.

Ligadas ao Parque Nacional do Pantanal estão as fazendas Acurizal, Penha e Estância Dorochê, que, somadas, alcançam aproximadamente 60 mil hectares.

Depois de adquiridas pela Organização não-governamental, Fundação Ecotrópica, foram transformadas em RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Natural, e passaram a constituir um dos mais relevantes complexos de áreas úmidas protegidas do planeta; espaço onde as espécies animais, incluindo-se aí algumas ameaçadas de extinção, têm pouso seguro para alimentação e abrigo. Estas áreas serão abertas para o turismo ecológico orientado.

Pousos Pantaneiros

Rota dos Pousos Pantaneiros – Poconé – Porto Jofre (Transpantaneira) / Poconé – Porto Cercado (Rios Pixaim e Cuiabá)

Poconé

Município localizado a 100 Km de Cuiabá, é tipicamente pantaneiro, bucólico e aconchegante. Suas casas ainda conservam a beleza arquitetônica do século 19. O município também é muito conhecido pelas suas tradicionais festas e comidas típicas. Poconé é o ponto de partida para quem quer visitar o Pantanal por via terrestre pela Rodovia Transpantaneira, até Porto Jofre, ou pela MT 370, que leva até Porto Cercado.

Como chegar:de Cuiabá a Poconé são 100 Km por rodovia asfaltada, sendo 11 Km pela BR 070 e 89 Km pela MT 060. Poconé possui aeroporto para pequenas aeronaves.

Porto Jofre

Pela Rodovia Transpantaneira chega-se a Porto Jofre. É uma estrada de terra com 126 pontes. Percorrendo-a, pode-se observar muitos jacarés e capivaras, pássaros de muitas espécies, principalmente aquelas que se alimentam de peixes ou moluscos. É o caso dos tuiuius, cabeças-secas, garças, baguaris, colhereiros, curicacas, frangos d’água, gaviões caramujeiros e pescadores, carões e biguás, além de dezenas de aves migratórias que passam temporadas na região. Às margens da Transpantaneira encontram-se também muitas pousadas e hotéis-fazendas, desde os mais sofisticados aos mais rústicos.
Como chegar:de Poconé ao Porto Jofre são 149 Km por estrada de terra (Rodovia Transpantaneira).
Porto Cerrado

Pela MT 370, chega-se a Porto Cercado, outro ponto de referência para a visitação ao Pantanal. A paisagem é basicamente a mesma da Transpantaneira. Em seu final, nos deparamos com a Estância Ecológica Sesc Pantanal, que concilia uma grande estrutura de lazer e hospedagem com trabalhos orientados para o desenvolvimento sustentável, adequados à educação ambiental e pesquisa científica.

Como chegar:de Poconé a Porto Cercado são 43 Km por estrada de terra (MT 370).

Rota das Baías

Rota das Baías – Santo Antônio de Leverger / Barão de Melgaço (Vale do Rio Cuiabá, das Baías e das Usinas)

Santo Antônio do Leverger

É conhecido por suas praias, seu artesanato de bambu e pelo carnaval, considerado um dos melhores do Estado. A partir de Santo Antônio, segue-se por estrada ou pelo rio Cuiabá rumo a Barão de Melgaço e às grandes baías. O caminho das águas, feito de barco entre Santo Antônio e Barão de Melgaço, favorece a admiração tanto da paisagem pantaneira quanto de uma parte da História do Estado, ao passar por antigas usinas de açúcar e álcool, que movimentaram muito a economia da região tempos atrás, tais como as usinas de Itaici, Tamandaré, Aricá e das Flechas.

Como chegar:Santo Antônio do Leverger está a 27 Km de Cuiabá, pela rodovia MT 040, toda asfaltada.

Barão de Melgaço

É o mais pantaneiro dos municípios de Mato Grosso. Apenas 2,5% de seu território está em terra firme, o restante é puro Pantanal.

As maiores atrações da região são as baías de Chacororé (possui diâmetro aproximado de 15 Km e, na época das águas, é duas vezes maior que a baía de Guanabara) e Siá Mariana, que se destacam entre tantas outras.

Em volta das baías forma-se um imenso viveiro natural. Podemos encontrar em suas margens pousadas confortáveis e totalmente integradas à natureza.

Como chegar: : a distância entre Barão de Melgaço e Cuiabá é de 135 Km pela BR 364 e MT 361. Outra alternativa por terra seria ir de Cuiabá, passando por Santo Antônio do Leverger, até Barão de Melgaço. Este caminho é bem mais curto, mas só se pode fazê-lo na época da vazante (de julho a dezembro).

Mimoso

Pequeno povoado, distrito de Santo Antônio do Leverger, às margens da Baía de Chacororé, tem para Mato Grosso grande valor histórico. Lá nasceu Cândido Mariano da Silva Rondon, o “Patrono das Comunicações”. No local está sendo instalado o Memorial Rondon, um centro internacional que abrigará museu, biblioteca e base para atividades turístico-culturais, além de um aeródromo, uma marina e uma casa de festas.

Fonte: Sedtur

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